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Conheça a nova gestora do Instituto CCR e da Sustentabilidade do Grupo CCR

30.06.2020 | Institucional

A Sustentabilidade do Grupo CCR e o Instituto CCR contam com nova gestora: Cristine Naum, que em mais de 15 anos atuando nessa área, desenvolveu projetos em sustentabilidade, responsabilidade social e diversidade em empresas como Via Varejo, Grupo LATAM, Childhood, Grupo Libra, BrasilPrev, ABN AMRO Bank e Unibanco. Ela é mestre em Comportamento do Consumidor (ESPM), pós-Graduada em Gestão Responsável para a Sustentabilidade (FDC), Administração e Negócios (IBMEC), Marketing (ESPM) e graduada em Comunicação Social (ESPM). 
Em entrevista realizada de modo online, Cristine, recém-chegada à companhia, contou-nos sobre projetos de destaque na carreira e perspectivas para a nova função. Durante o bate-papo, a paulistana de fala tranquila e maquiagem leve, descendente de sírios, portugueses, italianos e franceses, também opinou sobre a importância da educação e comentou sobre como é atuar como professora em MBA e projetos de EAD (ensino a distância) nas instituições ESPM, Unip e PUC. Mãe de um filho de 18 anos, Cristine nos revelou, ainda, que tem hobbies que vão do tranquilo crochê com amigas ao agitado trekking e que comodismo é uma palavra que não faz parte de seu propósito: ‘Sou uma pessoa de alma inquieta’! Confira a entrevista:

News Instituto CCR -  Qual era a imagem que você tinha do Grupo CCR quando atuava em outras empresas? O que já conhecia sobre a companhia? 
Cristine - Sempre tive a imagem de uma empresa muito preocupada com a qualidade da sua gestão e qualidade da sua entrega. Eu já era cliente do grupo, utilizando as rodovias da CCR NovaDutra, da CCR AutoBAn, por exemplo. Quando viajo, prefiro essas estradas por serem administradas pela CCR. E pensando na empresa como um todo, sempre acompanhei muito, porque tive colegas da sustentabilidade lá no início que eram da CCR. A gente trocava experiências muito positivas – a CCR estava sempre à frente daquilo que o mercado estava fazendo em relação a sustentabilidade, principalmente em relatórios e índices e sei que até hoje é assim. Os relatórios e índices da CCR são reconhecidos no mercado como os melhores. A gente hoje, na CCR, é referência para muitas empresas, que vêm fazer benchmark para saber qual é o nosso modelo de gestão de indicadores e qual modelo de gestão desses índices. Já pude perceber que nossa equipe é bastante técnica no ponto de vista de sustentabilidade, mas que tem visão de como que isso agrega valor ao negócio. Estou bastante impressionada, positivamente, com o grau de governança e compliance. Em nenhuma empresa que trabalhei era dado um foco tão grande e tão positivo envolvendo todos os colaboradores. E o princípio da sustentabilidade são as relações éticas com meio ambiente, sociedade, comunidade do entorno, investidores, acionistas. A governança, um dos pilares extremamente importantes para sustentabilidade, é muito valorizada pela empresa. Assim, a CCR passa a ser referência no mercado também em relação a governança e compliance. Também percebo que a veia de inovação do grupo é muito forte. O fato de a empresa querer se posicionar como uma empresa de mobilidade humana é muito inovador e abre um campo enorme, já que mobilidade é um dos temas principais da sustentabilidade hoje. Mobilidade se discute no mundo inteiro. 

News – Sua formação inicial foi em Marketing. Como se alterou seu foco para sustentabilidade? 
Cristine – Eu trabalhava numa empresa, uma instituição financeira, e comecei a perceber que havia um movimento de responsabilidade social no mercado e fui conhecer um pouco mais. Percebi que o movimento crescia muito no Brasil e que iria mudar os negócios, que iam ter que se comprometer com questões muito além do resultado financeiro. Ao mesmo tempo eu achava que eu precisava mudar na carreira e aí pesquisei mais e me encantei pela área de responsabilidade social. Fiz a proposta para o presidente na época para termos uma área mais estruturada baseada nos indicadores Ethos. Tive carta branca junto com o diretor de comunicação para desenvolvermos o programa de responsabilidade social. E aí, para mim, virou não só uma questão profissional, mas um propósito de vida: a sustentabilidade, a responsabilidade social, a diversidade. Estar na CCR com tantas oportunidades é uma forma de eu me realizar pessoalmente. É muito bom poder participar de uma construção de uma empresa mais sustentável, com colaboradores engajados no tema, ajudando nesse processo de crescimento, para que possamos ser reconhecidos como ainda mais sustentáveis. 

News – Destacaria algum projeto específico como seu marco profissional? 
Cristine – Cada empresa, considerando sua cultura, sua estratégia de mercado, tem um destaque no trabalho. No grupo Libra, por exemplo, fizemos uma estratégia para oito unidades diferentes de negócio, uma estruturação da sustentabilidade desde o início, com o apoio estratégico de muitas áreas. Foi um marco grande. Na Childhood, com o programa Na Mão Certa, saltamos, em um ano, de mil empresas apoiadoras para 1,4 mil. Remodelamos as contrapartidas para atender às empresas e deu muito certo. Na Via Varejo eram diversos negócios e lá tivemos um programa de reciclagem de resíduos que enviava 5 mil toneladas de resíduos por mês a cooperativas e dobramos para 10 mil, envolvendo as mil lojas do grupo. Houve melhora no processo operacional, reconhecendo as pessoas e as lojas, envolvendo líderes, e, enfim, foi um marco porque trazia benefício para natureza e para cooperativas. Falando em cooperativas, dobramos de 5 para 10 também. Nas cooperativas, colhíamos histórias como a de uma senhora que tinha 70 anos e conseguiu colocar as netas na faculdade e tinha muito orgulho de trabalhar lá. Ou seja, é um projeto que contribuiu para a qualidade de vida das pessoas. Lá eu era responsável pela diversidade também e aí construímos indicadores, promovemos sensibilização, palestras, conseguimos trazer o tema para discussão do ponto de vista de recursos humanos, jurídico, gestão de pessoas, num movimento muito bacana. Na Via Varejo também estruturamos o pilar de geração de renda. Em parceria com diversas instituições desenvolvemos empreendedorismo nas comunidades. E tivemos a experiência com voluntariado, ainda. Por dois anos, por exemplo, tivemos uma gincana com mais de 2 mil pessoas participando nos centros de distribuição, beneficiando 800 ONGs do entorno. Foram trabalhos apaixonantes mesmo. Difícil escolher um!

News – Para você qual é o peso da educação?
Cristine – Sou uma pessoa muito voltada para esse tema. Acredito muito que para a gente evoluir, tem que estudar. Eu prego isso. A evolução vem do conhecimento. Eu não me acomodo e não deixo minha equipe se acomodar também. Eu e equipe vamos constantemente trocar informações, vendo o que está acontecendo no mercado. É preciso estar sempre plugado! E tem uma ansiedade forte de que a gente trabalhe voltado para investidores. São poucas empresas que olham o ESG como estratégia (ESG, em inglês, environmental, social and governance: ambiental, social e de governança). E essa abertura da CCR de querer melhorar o reporte do ESG já é inovador. Sobre a carreira como professora, dou aula para MBA Executivo e sou apaixonada. Sempre estimulo o aluno a levar a sustentabilidade como visão para o negócio, mostrando novidades e oportunidades que existem. É uma forma de eu me realizar e de eu contribuir para os jovens gestores que estão entrando no mercado e que logo vão tomar suas decisões, considerando a sustentabilidade nessas decisões. 

News – Ainda é cedo ou já dá para perguntar sobre os planos? 
Cristine - O Instituto CCR é muito bem administrado, com projetos bastante consistentes. Vejo que temos como aumentar a atuação dos programas próprios, por exemplo, temos a oportunidade de fazer com que os colaboradores participem mais do Instituto, para que ele faça parte do orgulho de pertencer da CCR e tenha na ponta da língua o que o instituto faz e quais são seus projetos e benefícios. Meu objetivo inicial é que seja reconhecido pelos colaboradores e que reflita a estratégia da companhia para seus públicos diversos. Nas ações diversas da companhia nesta pandemia, por exemplo, vimos a importância do público caminhoneiro e com certeza após essa fase, é um público que continuará tendo muita atenção. E antes mesmo de eu chegar, já tinha sido aprovado o novo foco do Instituto, em inclusão social por meio da diversidade e da geração de renda, além de saúde e educação que já eram pilares do instituto. Então, vejo que temos muitas possibilidades.  Vamos ampliar o que já tem e inventar novidades! 

News -  Um pouco sobre a vida pessoal...Conte-nos!
Cristine – Eu sou de São Paulo, mas gosto muito de cidades do interior, como Atibaia, Campos do Jordão, por causa de família. Tenho um irmão e duas sobrinhas que moram na Inglaterra – sinto muita falta e a gente se fala sempre; elas têm 18 e 20 anos mas são as queridas da titia (risos) e tento influenciá-las muito para a questão da sustentabilidade, do feminismo  - do que é ser mulher hoje – indico leitura, sou aquela tia que fica em cima (risos). Meu filho tem 18 anos, cursa Economia e é um menino muito bom e com uma cabeça muito boa! Meus pais são idosos, mas em saúde e disposição eles ganham da gente! Gosto muito de fazer Trekking, preciso ter atividades ao ar livre. Já fiz muito rapel também. E eu gosto do crochê, principalmente das peças mais rústicas, como tapetes e do relacionamento com as amigas que também praticam. Agora com a pandemia faço crochê batendo papo virtual com elas. Fiz também oito anos de dança de salão. Eu me apresentava todo ano e o gosto pela música e dança veio de família, dos meus bisavós e tataravós. Quando chegaram da Itália, promoviam os bailes da cidade na cada deles, então veio daí esse gosto. Sou inquieta, com a alma inquieta, sempre caçando novidades por aí! Como diz uma amiga minha: “O que você está inventando agora, Cris?” (risos).

Cristine Naum: gosto de novidades! Cristine Naum: gosto de novidades!
Autor: Divulgação