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Um golpe certeiro de vida

28.08.2018 | Cultura e Esporte

Kazurô Nakashima é um apaixonado pela arte de compartilhar ensinamentos e, com o Projeto Karatekinha do Brasil, da Associação Cultural Esportiva de Projeção Prol Atleta (ACEPPA), ele leva conhecimentos básicos de cidadania e sociabilidade para crianças e adolescentes de cinco a 17 anos de idade. De que forma? Por meio do karatê e, claro, de bons exemplos e costumes.

“As artes marciais são um ótimo caminho para apresentar senso de responsabilidade e disciplina aos alunos, além de mostrar que é possível, sim, ter uma vida plena, saudável e correta na sociedade. O projeto é, sem dúvidas, uma preparação para o futuro dos pequenos, que podem seguir nos esportes ou enveredar para outra área de atuação”, conta Kazurô, coordenador do Karatekinha do Brasil, ex-lutador e hexacampeão mundial de karatê.

Patrocinado pelo Instituto CCR e pela CCR ViaOeste, por meio do FUMCAD (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente), o projeto existe desde 2009 e, atualmente, atende cerca de 500 alunos por mês em São Roque, no interior de São Paulo. Composta por diversas turmas, em sua maioria, em situação de vulnerabilidade social, a ação muni os futuros atletas de conhecimentos teóricos e práticos, que auxiliam na formação técnica e esportiva. As crianças também recebem vale-transporte.

Para participar, o aluno precisa ter, no mínimo, cinco anos de idade e estar matriculado em qualquer curso (ensino fundamental, médio, técnico, superior ou em algum tipo de especialidade, como informática, idiomas e marcenaria). Além disso, é necessário comprovação de renda, e, caso os pais tenham condições, eles são convidados a se tornarem parceiros do Adote um Atleta, realizando uma contribuição financeira mensal de qualquer valor.

Nossas promessas
O Ministério da Educação (MEC) reconhece os certificados emitidos pela ACEPPA, permitindo que os atletas participem de competições esportivas organizadas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Eles também podem lecionar karatê em todo o território nacional, garantindo boas oportunidades profissionais aos jovens.

Recentemente, alguns dos nossos atletas foram contratados por uma série de times regionais, trazendo mais fôlego para o Karatekinha do Brasil. “Meu avô era filantrópico, e eu herdei isso dele. Atuo no projeto por prazer, com as próprias mãos, incentivando o próximo a acreditar em seu sonho. Por isso, vou continuar a ajudar os alunos por meio das artes marciais, pois os resultados são surpreendentes”, finaliza Kazurô.

Por fim, outra boa notícia: o karatê passará a ser um esporte olímpico a partir das Olimpíadas de 2020, em Tóquio, no Japão, e nove dos nossos atletas estão pleiteando uma vaga na seleção brasileira. Boa sorte, galera!

Rumo ao futuro
A partir dos 17 anos de idade, os adolescentes também são incentivados a buscar diversas oportunidades no mercado de trabalho, pois está na filosofia da ACEPPA que as pessoas precisam ser produtivas e caminhar sozinhas. Para Daniele Rolim, de Relações Institucionais da CCR ViaOeste, o projeto cumpre a sua função na sociedade. “O grande diferencial é a contribuição para a formação do caráter das crianças e dos adolescentes. Por meio do esporte, são reforçados os valores éticos. Faz parte do nosso trabalho de responsabilidade social auxiliar o desenvolvimento das comunidades”, conta.

+ informações
• 63% dos participantes do projeto têm renda inferior  a um salário mínimo.
• 27% de melhora no desempenho escolar dos participantes, alcançando notas superiores à média das instituições públicas.
• 37 atletas formados pelo projeto são faixa preta em karatê.

Destaques do projeto Karatequinha Destaques do projeto Karatequinha
Autor: Divulgação