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O restauro do Casarão de Arrozal, no coração de Piraí (RJ)

05.05.2017 | Cultura e Esporte

O projeto de restauração do Casarão de Arrozal, da Associação dos Comunicadores de Arrozal, em Piraí (RJ) foi um dos 17 selecionados no 1º Edital Instituto CCR de Projetos Culturais, lançado em 2016 com o objetivo de incentivar a produção cultural descentralizada das grandes capitais e fomentar a criação artística local. Esse apoio do Ministério da Cultura e do Instituto CCR (pela Lei Rouanet), por meio da concessionária CCR NovaDutra, contribuirá para a sequência das obras a partir do segundo semestre, juntamente com outros parceiros da associação. O restauro havia se iniciado no final de 2014 mas estava parado há cerca de oito meses pela falta de recursos.
O casarão, construído em 1711, no distrito de Arrozal – que contava com muitas propriedades de cultivo de arroz para abastecer em grande parte a Corte no Rio de Janeiro – sediou uma fazenda e ficou muito conhecido por ter hospedado por diversas vezes Dom Pedro II e sua comitiva imperial.
Hoje, tem papel fundamental para a cultura da cidade. “Tombado pelo patrimônio histórico em 1991, o casarão se tornou ponto de cultura. Ele abriga apresentações típicas (jongo), cursos diversos (artesanato, tecelagem, argila), o museu do negro, aulas de alfabetização, uma rádio comunitária, a Pastoral da Criança e ainda uma farmácia alternativa (produtos naturais e caseiros)”, explica a irmã Elizabeth Alves, da associação, uma das grandes batalhadoras pelo restauro. Por conta das obras, algumas das atividades ficaram paradas e outras têm andamento num espaço anexo.
Até antes do restauro, o casarão tinha as cores azul e branca. Agora, começa a ganhar as cores da época de sua construção: verde e amarela. “A restauração é fundamental. Havia muita coisa com problema. O telhado, por exemplo, foi refeito. Agora, entraremos na fase de acabamento, com novo forro, reestruturação da cozinha, dos banheiros, entre outros”, ressalta Carla Yared, responsável pelo gerenciamento do projeto cultural.
Realizada pela empresa Boa Arquitetura, a obra também contou, numa determinada fase, com mão de obra local formada por 30 pessoas que participaram de um curso de formação ministrado pelas pessoas envolvidas no projeto arquitetônico. “Com o apoio a um projeto como este a gente cumpre perfeitamente o papel não só da CCR NovaDutra como de todo o Grupo CCR, de levar desenvolvimento às comunidades. O restauro representará um resgate de história e principalmente de vida, pois nesse casarão são realizados muitos projetos importantes. É uma casa cheia de vida!”, destaca Carla Fornasaro, gestora de Relações Institucionais da CCR NovaDutra.